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quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Quinta da Pedra Escrita - 2010



Região: Douro
Castas: Alvarinho, Rabigato, Verdelho e Viognier
Produtor: VDS
Enólogo: Rui Roboredo Madeira
Tipo: Branco
Ano: 2010
Álcool: 13,0%
  
Nota Introdutória:

Localizada em Freixo de Numão, no Douro Superior, a uma altitude média de 575 m, fica a Quinta da Pedra Escrita. Durante várias gerações pertenceu à família de Rui Roboredo Madeira, em 2007 é adquirida pela VDS, empresa da qual é sócio e enólogo.

Inicialmente plantam 12,5 hectares de castas brancas, Alvarinho, Rabigato, Verdelho e Viognier, por acreditarem que o granito dá origem a vinhos de extrema complexidade e de grande longevidade. Em 2011 preparam  o solo para plantar mais um hectare de Alvarinho e 3,5 hectares de castas tintas. Mais uma aposta, mais um novo e interessante projecto VDS (aqui).

Quinta da Pedra Escrita 2010, desde logo apercebemo-nos do cuidado despendido para com a apresentação deste vinho, não posso deixar de elogiar a preocupação com sua roupagem,  no fundo todos sabemos que a imagem também conta, nem que seja pelo simples facto de nos despertar a atenção para a sua existência.

No meu caso não foi bem assim, até porque não fui eu que dei pela sua existência mas sim ele pela minha, através de um amigo que fez a gentileza de me oferecer umas garrafitas.

Mas como a qualidade de um vinho afere-se na boca, e o meu comprometimento pelas razões acima aduzidas poderia de certa forma influenciar a minha opinião, optei por prová-lo em prova cega, irmanado com outros dois brancos  de bom nível.

Notas de Prova:

Desde logo apercebemo-nos  que estamos perante um vinho interessante e subtilmente desafiador, fresco e altivo, um vinho que apesar de ter fermentado e estagiado em barrica mantêm-se bastante seco e mineral. Em suma, um vinho incapaz de saturar, e pelo que tudo indica poderá vir a ter uma muito boa evolução em garrafa. Uma boa estreia! 

Aspecto amarelo palha com suaves laivos esverdeados, algo límpido e brilhante.

Aroma intenso, onde predominam as notas cítricas combinadas com leves matizes vegetais e uma envolvente e suave mineralidade que lhe confere graça e frescura.

Paladar marcado por uma intensa frescura e mineralidade, onde se destacam boas notas cítricas e algumas notas vegetais que se vêm a combinar com subtilíssimo fumado, conjunto bastante equilibrado e harmonioso, termina fresco e persistente.



Nota Pessoal: 16,5
Preço: €10,80 (Ref.)

quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Bétula 2010



Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc e Viognier
Produtor: Catarina Montenegro Santos
Enólogo: Francisco Montenegro
Tipo: Branco
Ano: 2010
Álcool : 12,5%






Nota Introdutória:

Como já tive oportunidade de me referir, aquando a apresentação do Bétula 2009 aqui no Lugar de Baco, trata-se de um vinho Regional Duriense oriundo da Quinta do Torgal, com a interessante particularidade de ser  elaborado a partir das castas,  Sauvignon Blanc e Viognier.

Expectante, é normalmente o meu estado de espírito, quando provo um novo vinho ou uma nova colheita, mesmo em casos como este, em que tenho vindo a acompanhar ano após ano as suas colheitas.

Que expectativa será esta? A expectativa de ver como evoluirão estes vinhos à medida que as jovens cepas forem ganhando mais alguma maturidade, expectativa que região lhe transmita alguma da sua identidade! Boas expectativas é claro! Para um vinho que desde logo se mostrou com boa presença.


Notas de Prova:

Continua muito bem, num registo muito semelhante à colheita anterior, contudo denoto, comparativamente ao Bétula 2009, uma leve diminuição de acidez, a sobressair ligeiramente no seu final de boca.

Sem duvida um vinho muito interessante e elegante, pautado por um notório equilíbrio, que corresponderá certamente aos requisitos de muitos. Em minha opinião poderá evoluir um pouco mais em garrafa mas não estamos perante um vinho para guarda.


Aspecto amarelo citrino com laivos esverdeados, algo límpido e brilhante.

Aroma intenso e persistente, onde predominam as notas tropicais combinadas  com leves notas cítricas e discretas notas vegetais, onde subtis sugestões a tosta e alguma mineralidade lhe conferem classe e elegância.

Paladar marcado por notas tropicais e algumas matizes cítricas brindadas por um leve toque vegetal e um discreto tostado, num conjunto bastante bem estruturado e levemente encorpado, elegante e sedutor.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 5 de Out.11)
Preço: €12,00 - €15,00  (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor.
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